OS DEUSES DO EVENTO

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Nesta nona edição do Encontro Brasileiro de Druidismo e Reconstrucionismo Celta decidimos homenagear Manannan mac Lir e suas esposas, além de outras deusas cavalo ou da soberania, e assim, preparamos essa página para que vocês possam saber um pouco sobre esses deuses que serão honrados por todo o nosso encontro, e altares para eles estarão disponíveis para que todos possamos homenageá-los com orações, oferendas e canções.

Manannan mac Lir

Manannan mac Lir

Na Irlanda, Manannan mac Lir foi o deus do mar e o guardião das ilhas ocidentais, no outro mundo gaélico. Um deus de grande poder mágico, ele tinha um cavalo que corria no mar tal como na terra e um barco que velejava para onde quisesse. Ele foi o protetor dos navegantes e pescadores e muitas vezes aparece nos mitos como um andarilho, um forasteiro, tentando e convidando os reis desse mundo para suas moradas imortais no oceano. Seu pai é Lir, o “mar” e suas esposas e filhos são muitos. Ele também é o guardião da Ilha de Man, que leva o seu nome, e dizia-se que ele protegia a ilha de invasores escondendo-a com sua capa de névoas, e através de sua feitiçaria, poderia fazer um único homem parecer milhares diante da tropa inimiga. Até hoje, ele é honrado na Ilha de Man no Solstício de Verão com um pagamento de “aluguel” anual da ilha. Viva Manannan mac Lir, que honremos a sua magia!

 

Fand
Fand

Fand aparece na mitologia irlandesa como uma das muitas esposas ou amantes de Manannan mac Lir. Ela aparece unicamente em um mito que conta como ela se apaixonou pelo grande guerreiro irlandês, Cuchulainn, e após o cortejo e o namoro dos dois, Manannan aparece para Fand para levá-la de volta à sua casa no outro mundo, balançando sua capa de névoas entre os dois para que um se esquecesse do outro. Foi descrita como uma deusa de beleza tão grande que “tirava o sentido das tropas” e fazia o coração dos homens se partirem por amor e afeição à ela. Ela morava em Mag Mell, um dos lugares do outro mundo, onde existia uma árvore de prata que brilhava com o sol, árvores sempre frutíferas e um barril de hidromel que nunca se esgotava. Viva Fand, que honremos a sua beleza!

 

Áine Chliar
Áine

Áine Chliar é uma deusa da soberania da província de Munster, na Irlanda. Ela tinha uma colina, hoje conhecida como Knockaine, onde no Solstício de Verão os camponeses acendiam fogueiras e faziam uma procissão de tochas em sua homenagem. Seu mito mais conhecido conta como ela defendeu sua colina do rei Ailill e após ser violada por ele, arrancou sua orelha o deixando impróprio para reinar, já que um rei não poderia ter máculas. Áine por vezes é chamada de filha de Manannan mac Lir, e em outras vezes, de sua esposa. Ela possui uma irmã chamada Grian (“sol”) com quem dividia o reinado do ano de acordo com o folclore local – enquanto ela representava o sol do verão, Grian simbolizava o sol do inverno. Viva Áine Chliar, que honremos a sua luz!

 

Macha
Macha

Macha é uma deusa com muitas ligações com os cavalos no mito irlandês. Sendo descrita como uma das três morrigan, junto com Morrígan e Badb, ela também é a deusa da batalha. Um de seus mitos principais nos conta que, ao se casar com o Cruinniuc, ela é chamada até uma assembleia dada pelo rei Conchobar, que ficou furioso quando Cruinniuc disse que ela poderia correr mais rápido que todos os cavalos do rei. Chegando lá, Macha explica que não poderá correr, pois está grávida, mas contrariando sua condição, ela é forçada a competir com os cavalos. Macha então vence a corrida e quando chega no final da partida, dá a luz à dois bebês e amaldiçoa nove gerações dos homens de Ulster a sentirem as dores do parto quando estivessem em uma batalha. Viva Macha, que honremos a sua força!

 

Boann
Boann

Boann é a deusa do atual rio Boyne, na Irlanda, e a mãe de Óengus mac Óg. Seu principal mito nos conta como ela foi seduzida pelo deus Dagda, que fez com que seu marido Nechtán (ou Elcmar) fosse em uma viagem e fez com que nove meses se passassem em um único dia para que ele não voltasse. Nesse tempo, Óengus foi gerado e concebido, e para que Nechtán não descobrisse sua traição, Óengus foi dado para seu tio Midir criá-lo. Envergonhada pelo seu ato, Boann vai se banhar no encantado Poço de Segais, que era protegido pelo seu marido, e ao chegar lá três ondas explodem do poço que a desfiguram, e conforme fugia das ondas o rio Boyne foi sendo criado, ganhando assim o seu nome. Viva Boann, que honremos a sua fertilidade!

 

Rhiannon

Rhiannon

Rhiannon é uma deusa equina galesa e foi a esposa de Pwyll pen Annwn e a mãe de Pryderi. Conta-se que um dia enquanto corria muito velozmente com seu cavalo, ela foi perseguida várias vezes pelos homens do rei Pwyll, mas ninguém conseguia alcançá-la, até Pwyll finalmente conseguir fazê-la parar. Pwyll a pede em casamento e Rhiannon aceita, dando a luz a Pryderi posteriormente. Enquanto dormia, o bebê é sequestrado por uma ave e as criadas, desesperadas por pensarem levar a culpa, sujam Rhiannon com sangue e a acusam de ter matado seu próprio filho, e como punição, ela é ordenada a levar os convidados até a corte de seu marido, como um cavalo. A ave que sequestrou Pryderi vai até um celeiro e, ao tentar roubar um potro do fazendeiro Teyrnon, é morta por ele e deixa cair Pryderi no chão. Teyrnon e sua esposa decidem criar o bebê, e ao saberem da história de Rhiannon, devolvem-na a criança acabando assim com o sofrimento dela. Viva Rhiannon, que honremos a sua soberania!

 

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